NATURALISMO - Educacional

NATURALISMO - Educacional

Profa. Karla Faria NATURALISMO REALISMO X NATURALISMO TRECHOS SELECIONADOS DE O CORTIO Naturalismo (caractersticas) - Determinismo biolgico; - Objetivismo cientfico; - Temas de patologia social; - Observao e anlise da realidade; Ser humano descrito sob a tica do animalesco e do sensual; - Linguagem simples; - Descrio e narrativa lentas - Impessoalidade; - Preocupao com detalhes. Principais autores: Alusio Azevedo, O mulato, em 1881: incio do Naturalismo no Brasil; O Cortio, Raul Pompia, O Ateneu.

REALISMO NATURALISMO - Forte influncia da literatura de Gustave Flaubert (Frana). - Forte influncia da literatura de mile Zola (Frana). - Romance documental, apoiado na observao e na anlise. - Romance experimental, apoiado na experimentao e observao cientfica. - A investigao da sociedade e dos caracteres individuais feita de dentro para fora, por meio de anlise psicolgica capaz de abranger sua

complexidade, utilizando a ironia, que sugere e aponta, em vez de afirmar. - A investigao da sociedade e dos caracteres individuais ocorre de fora para dentro, os personagens tendem a se simplificar, pois so vistos como joguetes, pacientes dos fatores biolgicos, histricos e sociais que determinam suas aes, pensamentos e sentimento. - Volta-se para a psicologia, centrando-se mais no indivduo. - Volta-se para a biologia e a patologia, centrando-se mais no social. - As obras retratam e criticam as classes dominantes, a alta burguesia urbana e, normalmente, os personagens pertencem a esta classe social.

- As obras retratam as camadas inferiores, o proletariado, os marginalizados e, normalmente, os personagens so oriundos dessas classes sociais mais baixas. - O tratamento imparcial e objetivo dos temas garante ao leitor um espao de interpretao, de elaborao de suas prprias - o tratamento dos temas com base em uma viso determinista conduz e direciona as concluses do leitor e empobrece literariamente os textos. Justamente por essa ocasio vendeu-se tambm um sobrado que ficava direita da venda, separado desta apenas por aquelas vinte braas; e de sorte que todo o flanco esquerdo do

prdio, coisa de uns vinte e tantos metros, despejava para o terreno do vendeiro as suas nove janelas de peitoril. Comprou-o um tal Miranda, negociante portugus, estabelecido na rua do Hospcio com uma loja de fazendas por atacado. E durante dois anos o cortio prosperou de dia para dia, ganhando foras, socando-se de gente. E ao lado o Miranda assustava-se, inquieto com aquela exuberncia brutal de vida, aterrado diante daquela floresta implacvel que lhe crescia junto da casa, por debaixo das janelas, e cujas razes piores e mais grossas do que serpentes miravam por toda parte, ameaando rebentar o cho em torno dela, rachando o solo e abalando tudo. (AZEVEDO, Alusio. O Cortio. 26. ed. So Paulo: Martins, 1974. p. 23; 33.) Com base nos fragmentos citados e nos conhecimentos sobre o romance O Cortio, de Alusio Azevedo, considere as afirmaes a seguir: I. A descrio do cortio, feita atravs de uma linguagem metafrica, indica que, no romance,

esse espao coletivo adquire vida orgnica, revelando-se um ser cuja fora de crescimento assemelha-se ao poderio de razes em desenvolvimento constante que ameaam tudo abalar. II. A inquietao de Miranda quanto ao crescimento do cortio deve-se ao fato de que sua casa, o sobrado, ainda que fosse uma construo imponente, no possua uma estrutura capaz de suportar o crescimento desenfreado do vizinho, que ameaava derrubar sua habitao. III. No obstante a oposio entre o sobrado e o cortio em termos de aparncia fsica dos ambientes, os moradores de um e outro espao no se distinguem totalmente, haja vista que seus comportamentos se assemelham em vrios aspectos, como, por exemplo, os de Joo Romo e Miranda. IV. Os dois ambientes descritos marcam uma oposio entre o coletivo (o cortio) e o individual (o sobrado) e, por extenso, remetem tambm estratificao presente no contexto do Rio de Janeiro do final do sculo XIX. Esto corretas apenas as afirmativas: a) I e II. b) I e III. c) II e IV. d) I, III e IV. e) II, III e IV. . (UFLA) Relacione os trechos da obra O Cortio, de Alusio de Azevedo, s caractersticas

realistas/naturalistas seguintes que predominam nesses trechos e, a seguir, marque a alternativa CORRETA: 1. Detalhismo. 2. Crtica ao capitalismo selvagem. 3. Fora do sexo. ( ) (...) possuindo-se de tal delrio de enriquecer, que afrontava resignado as mais duras privaes. Dormia sobre o balco da prpria venda, em cima de uma esteira, fazendo travesseiro de um saco de estepe cheio de palha. ( ) (...) era a luz ardente do meio-dia; ela era o calor vermelho das sestas de fazenda; era o aroma quente dos trevos e das baunilhas, que o atordoara nas matas brasileiras. ( ) E seu tipo baixote, socado, de cabelos escovinha, a barba sempre por fazer (...) Era um pobre diabo caminhando para os setenta anos, antiptico, muito macilento. a) 2, 1, 3 b) 1, 3, 2 c) 3, 2, 1 d) 2, 3, 1 e) 1, 2, 3 Em O cortio, o carter naturalista da obra faz com que o narrador

se posicione em terceira pessoa, onisciente e onipresente, preocupado em oferecer uma viso crtico- analstica dos fatos. A sugesto de que o narrador testemunha pessoal e muito prxima dos acontecimentos narrados aparece de modo mais direto e explcito em: a) Fechou-se um entra-e-sai de marimbondos defronte daquelas cem casinhas ameaadas pelo fogo. b) Ningum sabia diz-lo; mas viam-se baldes que se despejavam sobre as chamas. c) Da casa do Baro saam clamores apoplticos.. d) A Bruxa surgiu janela da sua casa, como boca de uma fornalha acesa. e) Ia atirar-se c para fora, quando se ouviu estalar o madeiramento da casa incendiada... Texto 1 De cada casulo espipavam homens armados de pau, achas de lenha, varais de ferro. Um empenho coletivo os agitava agora, a todos, numa solidariedade briosa, como se ficassem desonrados para sempre se a

polcia entrasse ali pela primeira vez. Enquanto se tratava de uma simples luta entre dois rivais, estava direito! Jogassem l as cristas, que o mais homem ficaria com a mulher! mas agora tratava-se de defender a estalagem, a comuna, onde cada um tinha a zelar por algum ou alguma coisa querida. (AZEVEDO, Alusio, O cortio. 26. ed. So Paulo: Martins, 1974. p. 139.) Texto 2 O cortio um romance de muitas personagens. A inteno evidente a de mostrar que todas, com suas particularidades, fazem parte de uma grande coletividade, de um grande corpo social que se corri e se constri simultaneamente. (FERREIRA, Luiz Antnio. Roteiro de leitura: O cortio de Alusio Azevedo. So Paulo: tica, 1997. p. 42.) Sobre os textos, assinale a alternativa correta. a) No Texto 1, por ser ele uma construo literria realista, h o predomnio da linguagem referencial, direta e objetiva; no Texto 2, por ser ele um estudo analtico do romance, h o predomnio da linguagem esttica, permeada de subentendidos.

b) A afirmao contida no Texto 2 explicita o modo coletivo de agir do cortio, algo que tambm se observa no Texto 1, o que justifica o prevalecimento de um termo coletivo como ttulo do romance. c) Tanto no Texto 1 quanto no Texto 2 h uma viso exacerbada e idealizada do cortio, sendo este considerado um lugar de harmonia e justia. d) No Texto 1 prevalece a desagregao e corroso da grande coletividade a que se refere o Texto 2. e) O que se afirma no Texto 2 vai contra a idia contida no Texto 1, visto que no cortio jamais existe unio entre os seus moradores.

Recently Viewed Presentations

  • Hardness and Approximation Results for Black Hole Search in ...

    Hardness and Approximation Results for Black Hole Search in ...

    Algorithm. 1, Agents from the same node are in one team; if when an agent wakes up, its homebase already visited by someone else, then the agent just join the team.
  • QS: Offline Register

    QS: Offline Register

    Register(3) Take the floppy back to the connected computer Place the floppy in A: drive Run the 'GetKey' program from the floppy GetKey will guide you through the purchase process. Wait for 12-15 minutes then run again GetKey to retrieve...
  • Chapter Three: Sexual Morality - Cengage

    Chapter Three: Sexual Morality - Cengage

    Arial Times New Roman Wingdings Beam Chapter Three: Sexual Morality The Traditional View of Sexual Morality The Libertarian View of Sexual Morality Issues to consider in this debate "Declaration on Certain Questions Concerning Sexual Ethics" The Vatican "Sexual Morality and...
  • Georgia Studies TEACHER INFORMATION NAME: Clare Gravolet POSITION:

    Georgia Studies TEACHER INFORMATION NAME: Clare Gravolet POSITION:

    [email protected] WEBSITE: mrsgravolet.weebly.com. COURSE & UNIT DESCRIPTIONS. In eighth grade, students study Georgia's geography, history, government, and economics. History and government receive the most time and instruction.
  • Vertebral column review game - Lone Star College

    Vertebral column review game - Lone Star College

    Vertebral column review game Last modified by: Blevins, Leah A Company: Lone Star College ...
  • Presentation Title

    Presentation Title

    BANTUR DLL Info lebih lanjut dapat menghubungi KJF (Ibu Dr. Intan & Ibu Ari Pratiwi) TERAPKAN ETIKA DAN SOPAN SANTUN DALAM MENJALANKAN PKN PERSIAPKAN SOFT SKILL DAN KEILMUAN ANDA SEOPTIMAL MUNGKIN SELAMAT MENJALANI PRAKTIK KERJA NYATA www.free-ppt-templates.com www.free-ppt-templates.com
  • What is an Evolutionary Algorithm? - ULB Sibiu

    What is an Evolutionary Algorithm? - ULB Sibiu

    What is an Evolutionary Algorithm? Chapter 2 * * Knapsack Problem: Implementation question From the viewpoint of programming language, how can you create/represent individuals and the population to manipulate them?
  • "This is the Regulator Title"

    "This is the Regulator Title"

    The regulation of Nicotine-Containing Products (NCPs) UK National Smoking Cessation Conference 28 June 2013 Jeremy Mean * Outline MHRA and the regulation of Nicotine-Containing Products (NCPs) Main features of medicines regulation European proposals for regulating NCPs UK Government action *...