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Nome:N.º:Endereço: Data:Telefone: E-mail:PARA QUEM CURSARÁ A 1.a SÉRIE DO ENSINO MÉDIO EM OTexto para a questão 1.NÃO ADIANTA!AINDA NÃO SEILER O JORNALA ÚNICA COISAQUE ME ENSINARAMNA ESCOLA ATÉAGORA É QUE AMAMÃE MIMA OFULANO, E A FULANAARRANJA O LAÇOEU QUERO SABERÉ O QUE ACONTECECOM O JOHNSON EO FIDEL CASTRO!MAS PARECE QUENEM O JOHNSON ÉMIMADO PELA MÃEE NEM O FIDEL CASTROARRANJA O LAÇO(Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2000.)QUESTÃO 1Considere as seguintes afirmativas:I. A tira apresenta críticas à escola.II. A tira ridiculariza as desculpas que as crianças dão para não estudar.III. A tira condena o fato de as crianças pequenas lerem jornais.É correto o que se afirma em:a) I, apenas.b) II, apenas.c) III, apenas.d) I e II, apenas.e) I e III, apenas.RESOLUÇÃOA tira expressa uma crítica ao fato de a escola preocupar-se em ensinar a leitura comoprocesso de decodificação, e não como ferramenta de interpretação dos fenômenos domundo.Resposta AOBJETIVO1PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

Texto para as questões de 2 a 8.NOTÍCIA DE JORNALLeio no jornal a notícia de que um homem morreu de fome. Um homem de cor branca,30 anos presumíveis, pobremente vestido, morreu de fome, sem socorros, em pleno centroda cidade, permanecendo deitado na calçada durante 72 horas, para finalmente morrer defome.Morreu de fome. Depois de insistentes pedidos e comentários, uma ambulância doPronto Socorro e uma radiopatrulha foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio aohomem, que acabou morrendo de fome.Um homem que morreu de fome. O comissário de plantão (um homem) afirmou que ocaso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância, especialista em homensque morrem de fome. E o homem morreu de fome.O corpo do homem que morreu de fome foi recolhido ao Instituto Anatômico sem seridentificado. Nada se sabe dele, senão que morreu de fome.Um homem morre de fome em plena rua, entre centenas de passantes. Um homemcaído na rua. Um bêbado. Um vagabundo. Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária,um marginal, um proscrito, um bicho, uma coisa – não é um homem. E os outros homenscumprem seu destino de passantes, que é o de passar.Durante setenta e duas horas todos passam, ao lado do homem que morre de fome,com um olhar de nojo, desdém, inquietação e até mesmo piedade, ou sem olhar nenhum.Passam, e o homem continua morrendo de fome, sozinho, isolado, perdido entre os homens,sem socorro e sem perdão.Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha, por que haveriade ser da minha alçada? Que é que eu tenho com isso? Deixa o homem morrer de fome.E o homem morre de fome. De trinta anos presumíveis. Pobremente vestido. Morreu defome, diz o jornal. Louve-se a insistência dos comerciantes, que jamais morrerão de fome,pedindo providências às autoridades. As autoridades nada mais puderam fazer senãoremover o corpo do homem. Deviam deixar que apodrecesse, para escarmento dos outroshomens. Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome.E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição, tombado em plena rua, no centromais movimentado da cidade do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara, um homem morreude fome.(Fernando Sabino. As melhores crônicas de Fernando Sabino, 1986.)OBJETIVO2PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

QUESTÃO 2Sem prejuízo de sentido, as palavras em destaque nas frases a seguir podem ser substituídaspelas sugeridas entre parênteses, exceto ema) “Um homem de cor branca, 30 anos presumíveis (.)” (prováveis).b) “o caso (morrer de fome) era da alçada da Delegacia de Mendicância (.)” (competência).c) “E os outros homens cumprem seu destino de passantes (.)” (transeuntes).d) “. pedindo providências às autoridades” (negligências).e) “E ontem, depois de setenta e duas horas de inanição (.)” (fraqueza).RESOLUÇÃOA única substituição que não pode ser feita é aquela indicada na alternativa d – apalavra “providência” significa “medida”, “resolução”; já “negligência” significa“omissão”, “descuido”.Resposta DQUESTÃO 3A partir da leitura do texto, é possível afirmar como objetivo principal do autor a necessidade dea) apresentar um fato absurdo: a fome que passam as pessoas que vivem em situação de ruanas grandes capitais.b) mostrar tamanha indignação com o fato de um cidadão morrer de fome nas ruas poromissão da sociedade e das autoridades.c) denunciar órgãos públicos como a delegacia de Mendicância pelo não cumprimento desuas funções.d) reivindicar das autoridades propostas para evitar que pessoas em situação de pobrezamorram de fome.e) criticar o fato de pessoas “pobremente vestidas” frequentarem locais públicos nos quaispodem morrer de fome.RESOLUÇÃOO texto foi escrito com o objetivo de mostrar a indignação do autor com o fato de umcidadão morrer de fome nas ruas. Tal interpretação fundamenta-se na exaustivarepetição da frase “morre(r) (u) de fome” e também na descrição de situações nasquais se observam a omissão da sociedade e das autoridades responsáveis diante dofato.Resposta BOBJETIVO3PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

QUESTÃO 4No trecho “Um mendigo, um anormal, um tarado, um pária, um marginal, um proscrito, umbicho, uma coisa – não é um homem”, as vírgulas foram usadas paraa) intercalar termos.b) separar frases.c) separar elementos de uma enumeração.d) isolar palavras.e) separar explicações.RESOLUÇÃOAs vírgulas, no trecho reproduzido no enunciado, foram usadas para enumerarcaracterísticas supostamente atribuídas, pelos transeuntes, ao homem que morria defome.Resposta CQUESTÃO 5Analise atentamente as afirmações a seguir.I.Nos quatro primeiros parágrafos do texto, o narrador apresenta a morte do homem usandoo verbo “morrer” no pretérito. No quinto parágrafo, o verbo é conjugado no presente paradestacar que a indiferença humana não se restringe apenas ao passado, está presente nodia a dia.II. Ao citar inúmeras vezes a fome como causa da morte do homem, o narrador denuncia,continuamente, o descaso das pessoas com as dificuldades de seus semelhantes.III. O uso da expressão “morrer de fome” por diversas vezes enfatiza a ausência de projetossociais para diminuir a fome do cidadão.É correto o que se afirma ema) I, apenas.b) II, apenas.c) III, apenas.d) I e II, apenas.e) II e III, apenas.RESOLUÇÃOO uso reiterado da expressão “morrer de fome” enfatiza a indignação do narrador como fato de um cidadão morrer de fome pelas ruas não só por falta de projetos sociais,mas também pela indiferença da espécie humana para com seus semelhantes.Resposta DOBJETIVO4PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

QUESTÃO 6Diante da indiferença das pessoas, que nada fizeram para ajudar o homem que morreu defome, o autor se posiciona expressando sentimentos dea) indiferença e desamor.b) indignação e inconformismo.c) ódio e vingança.d) respeito e satisfação.e) revolta e conformismo.RESOLUÇÃOO autor destaca sua indignação e inconformismo em relação à espécie humana, quetem sua conduta omissa simbolizada por ele como a de “homens [que] cumprem seudestino de passantes, que é o de passar”.Resposta BQUESTÃO 7Considere os trechos:I. “(.) foram ao local, mas regressaram sem prestar auxílio ao homem (.)”II. “Nada mais puderam fazer senão esperar que morresse de fome”.As palavras mas e mais indicam, em cada contexto, ideia dea) adição e adversidade.b) intensidade e proposição.c) intensidade e oposição.d) oposição e finalidade.e) oposição e intensidade.RESOLUÇÃOEm I, o conectivo “mas” é uma conjunção coordenativa adversativa e introduz umaoração que mantém com a anterior relação de oposição, adversidade. Em II, a palavra“mais” é um advérbio que indica intensidade.Resposta EOBJETIVO5PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

QUESTÃO 8Em “Não é da alçada do comissário, nem do hospital, nem da radiopatrulha (.)”, as palavrasem destaque introduzem ideias quea) representam uma alternativa aos fatos citados nas orações anteriores.b) se opõem ao que foi dito anteriormente.c) se somam às informações citadas anteriormente.d) explicam as informações anteriormente apresentadas.e) concluem os fatos apresentados nas orações anteriores.RESOLUÇÃOOs termos destacados são conjunções coordenativas aditivas que têm por objetivoestabelecer relação de soma, de adição entre os elementos que coordena.Resposta CTexto para as questões de 9 a 12.ARTE DE SER FELIZHouve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalébrilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora,nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo pareciapousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamentefeliz.Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco.Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em quejarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinhamcriado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porémminha alma ficava completamente feliz.Houve um tempo em que minha janela se abria para o terreiro, onde uma vastamangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todoo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir daaltura da janela; e mesmo que ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, numidioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e, às vezes, faziam com as mãosarabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suasperipécias e me sentia completamente feliz.[.]Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela,uns dizem que essas coisas não existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, queé preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.(Cecília Meirelles. A arte de ser feliz. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.)OBJETIVO6PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

QUESTÃO 9A alternativa que sintetiza mais adequadamente o conteúdo do texto de Cecília Meireles é:a) Os olhos somente veem aquilo que nossa mente está preparada para ver.b) Quem é inteligente não se aborrece em nenhuma circunstância.c) Ceda à tentação; pode ser que ela não se apresente novamente.d) Quase sempre, água mole em pedra dura tanto bate até que fura.e) Aquilo que os nossos olhos não veem o nosso coração não sente.RESOLUÇÃOO último parágrafo do texto revela a ideia de “aprender a olhar” como a necessidadede se construir um olhar sensível diante do mundo, para compreendê-lo também pelavia da sensibilidade, e não apenas da objetividade. Ao fazê-lo, aqueles que antes nãoconseguiam ver as coisas vistas pela personagem de sua janela passarão a podervê-las. Portanto, precisamos estar preparados – mentalmente, sensivelmentepreparados – para vermos certas coisas; ou seja, não basta que certas paisagensestejam diante de nós se não estivermos preparados para vê-las em sua amplitude.Resposta AQUESTÃO 10Em “Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava umbarco”, a palavra destacada tem o mesmo significado que o apresentado na frase:a) A varanda dava para o mar e o quarto para a rua.b) Fazia um ano que seu amigo não dava sinal de vida.c) Sempre dava na televisão que ia chover à tarde.d) No final da corrida, Felipe Massa dava tudo o que podia.e) Sempre que dava andamento ao seu projeto, fazia modificações.RESOLUÇÃOEm “minha janela dava para um canal”, o sentido de “dar para” é “abrir-se para (umavista)”; “ter vista para ou sobre”*. A alternativa a é a única em que “dar” assume essemesmo significado. Nas demais alternativas, o verbo “dar” tem sentidos bemdiferentes: “apresentar” (b), “ser noticiado” (c), “esforçar-se para dar de si” (d) e“conduzir (algo a seu prosseguimento)” (e).Resposta A*Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa.OBJETIVO7PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

QUESTÃO 11Considere o trecho “(.) e, às vezes, faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis,que eu participava do auditório (.)”.Nele, oração destacada mantém com a anterior relação dea) condição.b) finalidade.c) causa.d) consequência.e) concessão.RESOLUÇÃOA oração “que eu participava do auditório” é subordinada adverbial consecutiva, ouseja, indica consequência do que se declara na oração principal.Resposta DQUESTÃO 12Considere o fragmento “. é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.”.Nele, a palavra destacada indicaa) direção.b) explicação.c) finalidade.d) causa.e) conclusão.RESOLUÇÃOA preposição “para” pode indicar, entre outros sentidos, direção ou finalidade. Na fraseem questão, seu sentido é de finalidade.Resposta COBJETIVO8PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

Nas questões de 13 a 15, assinale a alternativa que completa correta e respectivamente aslacunas.QUESTÃO 13Leia o texto.Pri:Espero você aqui na biblioteca do colégio amanhã, depois do almoço, para finalizarmos otrabalho para o encontro cultural. Se sua mãe a de carro, fale pra ela virpela Av. Morumbi. O caminho fica um pouco , como você sabe,a Av. Roberto Marinho, por onde vocês costumam vir, está em obras, eo lá está muito complicado.Espero você amanhã.Thiagoa) trazer – comprido – mais – trânsito.b) trazer – cumprido – mas – transito.c) trouxer – cumprido – mas – tranzito.d) trouxer – cumprido – mais – transito.e) trouxer – comprido – mas – trânsito.RESOLUÇÃODe acordo com a norma culta do Português, o correto é: “trouxer”, “comprido”, “mas”e “trânsito”.Resposta EOBJETIVO9PORTUGUÊS – DESAFIO – 1.a SÉRIE

QUESTÃO 14I.II.III.IV.você não foi ao teatro conosco?Ainda não entendi você não a aceita.Dormiu cedo precisava descansar.Não entendo o de tanta discórdia.a) I.b) I.c) I.d) I.e) I.Por que; II. por que; III. porque; e IV. porquê.Por que; II. porque; III. porque; e IV. por quê.Porque; II. p